Onde você se esconde quando nada dá certo?
No quarto, para ninguém te ver e pensarem que você está se divertindo no computador ou vendo TV.
Nos livros, para se envolver numa nova narrativa e esquecer a realidade.
Atrás dos óculos escuros, para não ser denunciado pelos olhos inchados.
Com uma roupa formal, para ser mais um em meio a uma multidão de terno e gravata.
Nos silêncio das redes sociais, ou ao contrário: falando demais para ninguém perceber.
Debaixo do cobertor, esperando a chegada o novo dia que vai chegar e mudar tudo.
Na caverna de Platão, para não enxergar a luz do sol.
Numa aparente tranquilidade quando seu corpo é ebulição.
terça-feira, 19 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Melhores do Kid Abelha
A homenagem de hoje é para uma banda que está completando 30 anos de estrada. Com o lançamento do cd e dvd "Kid Abelha - 30 anos Multishow Ao Vivo", o grupo volta a fazer uma grande turnê por todo o país. Como já fiz com outros artistas, elaborei uma lista com as que considero as dez melhores músicas da banda. É a minha opinião, muita coisa boa ficou de fora (podem cornetar nos comentários). Só selecionei músicas que são de autoria de alguns dos atuais integrantes da banda (Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato). Ou seja, "Na rua, na chuva, na fazenda" não entrou pois é de autoria do Hyldon.
As canções estão em ordem alfabética e não por ordem de importância.
As canções estão em ordem alfabética e não por ordem de importância.
Alice (não me escreva aquela carta de amor)
Amanhã é 23
Como eu quero
Educação sentimental II
Eu só penso em você
Fixação
Lágrimas e chuva
Nada sei (apnéia)
Pintura íntima
Tem amo para sempre
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
"Ídolos"
Na era da tecnologia e das grandes mídias, não é muito difícil algum anônimo se destacar da noite para o dia e virar celebridade. Mais do que isso, uma exposição permanente na mídia pode alçar uma pessoa comum ao status de ídolo.
Um cantor que emplaca uma música de sucesso. Um jogador que dá um drible bonito. Alguns ainda são muitos jovens, mas já têm uma legião de fãs e distribuem autógrafos.
O pequeno garoto que mal sabe o que é a vida já tem seu ídolo, muitas vezes influenciado pelos familiares ou colegas mais velhos.
Nossa sociedade transforma muito rápido pessoas normais em ídolos. E aí moram alguns perigos: o primeiro é que o próprio "ídolo" se considere como tal e se julgue acima de tudo e de todos.
O outro perigo é com a população em geral. Considerar uma pessoa como ídolo muitas vezes implica acreditar que essa pessoa é perfeita e só faz ações voltadas para o bem. O rótulo de ídolo é colado antes de conhecermos a verdadeira história de uma pessoa e sua personalidade.
Com a ajuda da mídia que sempre reforça nas matérias esses pensamentos, milhões de ídolos são fabricados mensalmente. O ídolo do esporte. O ídolo da música. O ídolo dos adolescentes.
Mas aí, de vez em quando, somos surpreendidos com o passado nefasto ou atitudes inesperadas de nossos "ídolos". O multicampeão que faz uso de substâncias ilícitas e arquiteta um grande esquema de corrupção. O exemplo de superação que bate em mulheres e é acusado de matá-la de forma cruel.
Claro que pessoas de mau caráter sempre vão existir. Por isso, recomendo: mais devagar com os rótulos. Pense bem antes de dizer que é seu ídolo e não tenha vergonha alguma se não tiver uma resposta para essa questão.
Um cantor que emplaca uma música de sucesso. Um jogador que dá um drible bonito. Alguns ainda são muitos jovens, mas já têm uma legião de fãs e distribuem autógrafos.
O pequeno garoto que mal sabe o que é a vida já tem seu ídolo, muitas vezes influenciado pelos familiares ou colegas mais velhos.
Nossa sociedade transforma muito rápido pessoas normais em ídolos. E aí moram alguns perigos: o primeiro é que o próprio "ídolo" se considere como tal e se julgue acima de tudo e de todos.
O outro perigo é com a população em geral. Considerar uma pessoa como ídolo muitas vezes implica acreditar que essa pessoa é perfeita e só faz ações voltadas para o bem. O rótulo de ídolo é colado antes de conhecermos a verdadeira história de uma pessoa e sua personalidade.
Com a ajuda da mídia que sempre reforça nas matérias esses pensamentos, milhões de ídolos são fabricados mensalmente. O ídolo do esporte. O ídolo da música. O ídolo dos adolescentes.
Mas aí, de vez em quando, somos surpreendidos com o passado nefasto ou atitudes inesperadas de nossos "ídolos". O multicampeão que faz uso de substâncias ilícitas e arquiteta um grande esquema de corrupção. O exemplo de superação que bate em mulheres e é acusado de matá-la de forma cruel.
Claro que pessoas de mau caráter sempre vão existir. Por isso, recomendo: mais devagar com os rótulos. Pense bem antes de dizer que é seu ídolo e não tenha vergonha alguma se não tiver uma resposta para essa questão.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Quarta Capa 2.0
Com vocês, mais um post com indicação de leituras. Aproveitem o feriado do carnaval para, entre um bloco e outro, dar uma lida.
Fiquem à vontade para sugerirem novas indicações!
. História do Lance! (Maurício Stycer)
Como surgiu o maior diário esportivo do país? Antes de contar os detalhes dessa empreitada, Stycer também traça um panorama da história do jornalismo esportivo.
. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (Clarice Lispector)
A viagem de uma protagonista feminina por seu interior e sua descoberta.
. O anjo pornográfico (Ruy Castro)
A biografia de Nelson Rodrigues não se limita a contar apenas a vida do personagem principal. Todo a família Rodrigues, suas dores e angústias são desvendadas.
. O corpo fala (Pierre Weil e Roland Tompakow)
Um best-seller sobre a linguagem silenciosa dos nosso corpo. Com mais de 350 ilustrações, que tornam a leitura mais dinâmica e fácil.
. Como esta estrela veio parar no meu peito (Rafael Casé)
Livro conta a história dos 70 anos de fusão do Botafogo. A decisão de unificar os dois clubes de mesmo nome se deu após uma tragédia durante um jogo de basquete.
. Mil e uma noites de futebol (Marcelino Rodrigues da Silva)
O livro é resultado de um trabalho acadêmico sobre o discurso do jornalismo esportivo do século XX. Nessa transição, o nome de Mário Filho vai ser um dos pilares.
. O azarão (Markus Zusak)
Antes de se tonar mundialmente conhecido como o autor de "A menina que roubava livros", Zusak escreveu essa trilogia, que só agora é publicada no Brasil
. Peanuts- The art of Charles M. Schulz (Chipp Kidd)
Importado, um item para os fãs de Charlie Brown e sua turma. São mais de 500 tiras reproduzidas e vários materiais do acervo de Schulz.
. O grande livro do jornalismo (editado por Jon E. Lewis)
Algumas das maiores reportagens da história reunidas em um único livro. Entre os jornalistas, George Orwell, Gore Vidal e Jon Krakauer.
. 1984 (George Orwell)
Mesmo tendo sido escrito em 1948, é um dos romances mais atuais que existe sobre privacidade e manipulação. "Big Brother is watching you"
. O jornalista e o assassino (Janet Malcolm)
Um dos crimes mais brutais dos EUA é o tema do livro, que também serve como reflexão para a ética jornalística.
. Irineu Marinho- Imprensa e cidade (Maria Alice Rezende de Carvalho)
Após intensa pesquisa do Memória Globo, a trajetória do fundador do jornal "A noite" é revelada em livro com excelente acabamento editorial.
Fiquem à vontade para sugerirem novas indicações!
Como surgiu o maior diário esportivo do país? Antes de contar os detalhes dessa empreitada, Stycer também traça um panorama da história do jornalismo esportivo.
. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (Clarice Lispector)
A viagem de uma protagonista feminina por seu interior e sua descoberta.
. O anjo pornográfico (Ruy Castro)
A biografia de Nelson Rodrigues não se limita a contar apenas a vida do personagem principal. Todo a família Rodrigues, suas dores e angústias são desvendadas.
. O corpo fala (Pierre Weil e Roland Tompakow)
Um best-seller sobre a linguagem silenciosa dos nosso corpo. Com mais de 350 ilustrações, que tornam a leitura mais dinâmica e fácil.
. Como esta estrela veio parar no meu peito (Rafael Casé)
Livro conta a história dos 70 anos de fusão do Botafogo. A decisão de unificar os dois clubes de mesmo nome se deu após uma tragédia durante um jogo de basquete.
. Mil e uma noites de futebol (Marcelino Rodrigues da Silva)
O livro é resultado de um trabalho acadêmico sobre o discurso do jornalismo esportivo do século XX. Nessa transição, o nome de Mário Filho vai ser um dos pilares.
. O azarão (Markus Zusak)
Antes de se tonar mundialmente conhecido como o autor de "A menina que roubava livros", Zusak escreveu essa trilogia, que só agora é publicada no Brasil
. Peanuts- The art of Charles M. Schulz (Chipp Kidd)
Importado, um item para os fãs de Charlie Brown e sua turma. São mais de 500 tiras reproduzidas e vários materiais do acervo de Schulz.
. O grande livro do jornalismo (editado por Jon E. Lewis)
Algumas das maiores reportagens da história reunidas em um único livro. Entre os jornalistas, George Orwell, Gore Vidal e Jon Krakauer.
. 1984 (George Orwell)
Mesmo tendo sido escrito em 1948, é um dos romances mais atuais que existe sobre privacidade e manipulação. "Big Brother is watching you"
Um dos crimes mais brutais dos EUA é o tema do livro, que também serve como reflexão para a ética jornalística.
. Irineu Marinho- Imprensa e cidade (Maria Alice Rezende de Carvalho)
Após intensa pesquisa do Memória Globo, a trajetória do fundador do jornal "A noite" é revelada em livro com excelente acabamento editorial.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Despedida do 13
Desde semana passada, o Botafogo tomou alta. Não que o clube estivesse doente, mas um dos principais jogadores do clube -Loco Abreu - transferiu-se para o Nacional, do Uruguai. A transferência é definitiva, o camisa 13 pretende encerrar sua carreira jogando no seu clube de coração. Embora o Botafogo ainda tivesse contrato com o jogador, ele foi liberado pois era considerado "velho" pelo técnico da equipe Oswaldo de Oliveira. A divergência com o treinador foi um dos dos fatores que impulsionaram a saída de Abreu. O uruguaio não aceitava ficar no banco, pois sabia que precisava estar em atividade para continuar sendo convocado e alimentar o sonho de disputar a Copa 2014.
Como Loco ainda tinha contrato com o alvinegro e houve uma rescisão, o Botafogo terá que pagar ainda 1,8 milhão para o atleta.
A saída tumultuada e pelas portas do fundo não combina com a passagem vitoriosa que Loco Abreu conquistou no clube.
O uruguaio chegou com festa em 2010 e recebeu uma camisa especial de Zagallo. Mas seu nome era ainda uma aposta. O jogador já tinha atuado no Brasil pelo Grêmio, numa passagem sem brilho. Para piorar, no jogo de sua estreia Abreu ficou em campo por apenas 45 minutos e viu o Botafogo ser humilhado pelo Vasco por 6 a 0.
A redenção estaria por vir. No mesmo campeonato, a equipe se recuperou e derrotou o Vasco na final da Taça Guanabara. Na decisão da Taça Rio, desta vez contra o Flamengo, a estrela de Loco Abreu brilhou novamente. Ignorando todo o histórico recente de vices (três em sequência para o Fla no estadual), Loco bateu na bola e entrou para a história. O gol seria fundamental para a conquista do título e do resgaste do orgulho alvinegro.
Mas engana-se quem acha que o único mérito do uruguaio foi esse. Desde cedo, Abreu mostrou-se um jogador carismático e inteligente. Sem papas na língua, falava o que pensava. Era um sucesso também de marketing, rapidamente toda uma linha de produtos com seu nome foi lançada.
Mesmo competindo pelo Uruguai, Loco não se esqueceu do clube carioca. Sabendo que milhares de botafoguenses torceram na Copa e na Copa América para a Celeste Olímpica, Loco estampou o escudo do Glorioso em sua "segunda pele" e ainda carregou a bandeira na premiação.
Sempre marcando em clássicos e em partidas decisivas, Loco virou ídolo e ganhou uma homenagem até no muro da sede de General Severiano.
Mas o ano de 2012 veio e o uruguaio foi perdendo espaço. Várias lesões e uma série de pênaltis perdidos fez com que o jogador perdesse espaço na equipe titular, que jogava num esquema sem centroavante fixo.
Deixado de lado, Abreu acertou seu empréstimo para disputar o Brasileiro pelo Figueirense. O atacante quase não entrou em campo e a equipe foi rebaixada. O único momento em que virou manchete em Santa Catarina foi quando beijou o escudo do Botafogo durante uma partida contra o Flamengo. No Rio, os alvinegros brilharam.
Quem lê esse blog sabe que Washington Sebastián Abreu Gallo já foi tema de várias crônicas. Essa provavelmente é a última para a tristeza de alguns e felicidades de outros.
Loco já tem seu nome gravado na história e no coração dos verdadeiros botafoguenses. É o maior ídolo desde Túlio Maravilha.
Uma pena que sua saída tenha se desenhado dessa forma. Nenhuma homenagem nem um agradecimento formal. Abreu nem se despediu no clube.
Enquanto isso, no Uruguai, num dia 13, mais de 3 mil pessoas foram ao estádio somente para receber o Loco mais famoso da América.
Seja feliz, Loco. Seremos eternamente gratos.
Como Loco ainda tinha contrato com o alvinegro e houve uma rescisão, o Botafogo terá que pagar ainda 1,8 milhão para o atleta.
A saída tumultuada e pelas portas do fundo não combina com a passagem vitoriosa que Loco Abreu conquistou no clube.
O uruguaio chegou com festa em 2010 e recebeu uma camisa especial de Zagallo. Mas seu nome era ainda uma aposta. O jogador já tinha atuado no Brasil pelo Grêmio, numa passagem sem brilho. Para piorar, no jogo de sua estreia Abreu ficou em campo por apenas 45 minutos e viu o Botafogo ser humilhado pelo Vasco por 6 a 0.
A redenção estaria por vir. No mesmo campeonato, a equipe se recuperou e derrotou o Vasco na final da Taça Guanabara. Na decisão da Taça Rio, desta vez contra o Flamengo, a estrela de Loco Abreu brilhou novamente. Ignorando todo o histórico recente de vices (três em sequência para o Fla no estadual), Loco bateu na bola e entrou para a história. O gol seria fundamental para a conquista do título e do resgaste do orgulho alvinegro.
Mas engana-se quem acha que o único mérito do uruguaio foi esse. Desde cedo, Abreu mostrou-se um jogador carismático e inteligente. Sem papas na língua, falava o que pensava. Era um sucesso também de marketing, rapidamente toda uma linha de produtos com seu nome foi lançada.
Mesmo competindo pelo Uruguai, Loco não se esqueceu do clube carioca. Sabendo que milhares de botafoguenses torceram na Copa e na Copa América para a Celeste Olímpica, Loco estampou o escudo do Glorioso em sua "segunda pele" e ainda carregou a bandeira na premiação.
Mas o ano de 2012 veio e o uruguaio foi perdendo espaço. Várias lesões e uma série de pênaltis perdidos fez com que o jogador perdesse espaço na equipe titular, que jogava num esquema sem centroavante fixo.
Deixado de lado, Abreu acertou seu empréstimo para disputar o Brasileiro pelo Figueirense. O atacante quase não entrou em campo e a equipe foi rebaixada. O único momento em que virou manchete em Santa Catarina foi quando beijou o escudo do Botafogo durante uma partida contra o Flamengo. No Rio, os alvinegros brilharam.
Quem lê esse blog sabe que Washington Sebastián Abreu Gallo já foi tema de várias crônicas. Essa provavelmente é a última para a tristeza de alguns e felicidades de outros.
Loco já tem seu nome gravado na história e no coração dos verdadeiros botafoguenses. É o maior ídolo desde Túlio Maravilha.
Uma pena que sua saída tenha se desenhado dessa forma. Nenhuma homenagem nem um agradecimento formal. Abreu nem se despediu no clube.
Enquanto isso, no Uruguai, num dia 13, mais de 3 mil pessoas foram ao estádio somente para receber o Loco mais famoso da América.
Seja feliz, Loco. Seremos eternamente gratos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Dicas de passeio - Centro do Rio
Hoje, o blog traz duas dicas de passeios no Centro do Rio: a nova filial da Livraria Cultura e a exposição "Impressionismo: Paris e a Modernidade".
Para quem estiver com um tempinho livre, vale muito a pena conferir essas atrações. O passeio pode ser feito com a família toda, desde os mais jovens até os avós.
Impressionismo: Paris e a Modernidade
Pela primeira na Brasil, a exposição traz 85 obras de um dos mais badalados museus do mundo, o "Musée d' Orsay", em Paris. A mostra é dividida em seis módulos, ocupando dois andares, e conta um pouco da história da pintura ocidental impressionista do século XIX.
Um dos grandes méritos de "Impressionismo: Paris e a Modernidade" é o acervo. Obras de importantes pintores como Claude Monet, Vincent Van Gogh, Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir, dentre outros estão presentes.
Além das pinturas, a exposição apresenta ainda duas projeções e uma linha cronológica detalhada, que marca os principais acontecimentos no Brasil e no mundo ao longo dos anos. Durante o passeio, o visitante também encontra uma pequena loja que vende livros de artes e souvenirs.
Quem pretende conferir a exposição, deve correr. A mostra acaba no dia 13 de janeiro no Rio e as filas costumam ser bem grandes. Para evitar ficar muito tempo esperando, a dica é tentar chegar assim que os portões abrem, às nove da manhã.
Durante alguns fins de semana e feriados, o horário costuma ser estendido, passando das 21h. A entrada é franca. O CCBB fica na rua Primeiro de Março, 66- Centro. O local não abre às segundas-feiras.
Para quem gosta do Impressionismo e quer conhecer mais sobre o assunto, recomendo o site http://www.impressionismopariseamodernidade.com/, que traz todos os detalhes da exposição, ou o livro Impressionismo: Paris e a Modernidade (organizado por Guy Cogeval). A obra é um catálogo detalhado e está sendo vendida por R$95,00 na Livraria da Travessa.
Livraria Cultura
Finalmente, abriu as portas a segunda filial da Livraria Cultura no Rio de Janeiro. A nova loja fica na Rua Senador Dantas, 45- Centro, onde era o antigo Cine Vitória.
Os leitores podem usufruir dos 3.200 m² do ambiente que abrigam algumas áreas especiais, como o Espaço Kobo, destinado aos e-books e ao e-reader da marca, a Geek.etc.br com quadrinhos, videogames e outros produtos destinados ao público nerd, além de do V.Café.
São 4 andares, um catálogo com quase seis milhões de livros à venda e cerca de sete mil games/eletrônicos. Números impressionantes que ajudam a revelar a magnitude do novo ambiente.
Ainda em fase de acabamento, a Livraria Cultura terá em seu subsolo um teatro, o Eva Herz, com capacidade para 186 pessoas. que será palco de futuras peças e shows.
A livraria fica aberta de segunda a sábado, de 9h às 21h, e aos domingos e feriados, de 13h às 19h.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Telefone sem fio
Final do dia, chuva apertando e ele dá aquela corridinha básica para alcançar o ônibus, que está quase saindo do ponto. Segura a bolsa com firmeza e torce para o sapato que está folgado não sair do pé. A porta fecha, ele sente o impacto dela batendo nas suas costas, mas consegue entrar.
Molhado com a chuva que começava a cair, ele logo percebe a baixa temperatura no ônibus. "Isso não vai fazer bem para a minha tosse", pensa ele. Mas, deixa para lá. Tudo o que ele quer naquele momento é descansar depois de um dia tão desgastante como aquele.
Logo ele percebe aquele único lugar vazio, "especial", esperando por ele. Não hesita em atropelar todo mundo no corredor para garantir seu assento.
"Enfim, relaxado". Agora, é só tirar o nó da gravata, fechar os olhos e descansar até chegar em casa.
Mas um barulho estranho começa a incomodá-lo. "Será que deu algum problema no ônibus?", mas a hipótese é logo descartada. É (apenas) o toque discretíssimo da moça que está ao seu lado:
-OI, AMIGA, TUDO BEM? Estava mesmo precisando conversar com você. (...) Quem, eu e o Carlinhos? Você não sabe? Aquele safado chegou de madrugada...
Algumas lágrimas começam a cair na moça ao lado.
-MAS VAMOS MUDAR DE ASSUNTO? Sabe a Aninha, irmã do Roberto? Menina...
A conversa se estende, cada vez entrando em mais detalhes. Logo, todo o ônibus já conhece toda aquele turma citada no telefone, como se fossem íntimos.
Mas ninguém consegue pará-la. Todos olham torto, mas ela não se toca. Continua gritando no celular.
Finalmente e depois de muita buzina no ouvido, ele chega em casa. A mãe preparou um jantar especial e ela quer saber como foi o dia do filho.
Ele responde monossilabicamente. A mãe torna a insistir: "Mas nada aconteceu? Nem uma fofoca?
"Comigo, não. Mas se você quiser saber sobre a Aninha, o Carlinhos e o Roberto..."
Molhado com a chuva que começava a cair, ele logo percebe a baixa temperatura no ônibus. "Isso não vai fazer bem para a minha tosse", pensa ele. Mas, deixa para lá. Tudo o que ele quer naquele momento é descansar depois de um dia tão desgastante como aquele.
Logo ele percebe aquele único lugar vazio, "especial", esperando por ele. Não hesita em atropelar todo mundo no corredor para garantir seu assento.
"Enfim, relaxado". Agora, é só tirar o nó da gravata, fechar os olhos e descansar até chegar em casa.
Mas um barulho estranho começa a incomodá-lo. "Será que deu algum problema no ônibus?", mas a hipótese é logo descartada. É (apenas) o toque discretíssimo da moça que está ao seu lado:
-OI, AMIGA, TUDO BEM? Estava mesmo precisando conversar com você. (...) Quem, eu e o Carlinhos? Você não sabe? Aquele safado chegou de madrugada...
Algumas lágrimas começam a cair na moça ao lado.
-MAS VAMOS MUDAR DE ASSUNTO? Sabe a Aninha, irmã do Roberto? Menina...
A conversa se estende, cada vez entrando em mais detalhes. Logo, todo o ônibus já conhece toda aquele turma citada no telefone, como se fossem íntimos.
Mas ninguém consegue pará-la. Todos olham torto, mas ela não se toca. Continua gritando no celular.
Finalmente e depois de muita buzina no ouvido, ele chega em casa. A mãe preparou um jantar especial e ela quer saber como foi o dia do filho.
Ele responde monossilabicamente. A mãe torna a insistir: "Mas nada aconteceu? Nem uma fofoca?
"Comigo, não. Mas se você quiser saber sobre a Aninha, o Carlinhos e o Roberto..."
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