Quatro ou cinco pessoas enfileiradas uma do lado da outra.
- Ana.
- Fernanda.
- Duda.
- Bruna.
Não demora muito para que cada "capitã" já esteja com uma fila atrás dela.
Os primeiros a serem escolhidos são sempre os mesmos. Geralmente, a preferência é por alguma pessoa que se destaque naquele esporte. Depois, os amigos, que nem sempre são tão bons assim, são chamados. Uma garantia de uma boa conversa no intervalo, pelo menos.
O chão da quadra vai se esvaziando e no final só faltam você e duas pessoas. A gente até tenta fingir que não se importa, olha para o lado a cada escolha e esboça uma risada.
"Afinal, na hora de escolher, alguém sempre tem que ficar por último". Mas, afinal, precisava ser sempre você?
Nem sempre o último a ser escolhido é o pior naquele esporte. Pelo contrário. Às vezes, um padrinho forte é o suficiente para garantir uma boa equipe.
Sobrar é ruim. Mas pior ainda é não ser notado. Quando as opções começam a ficar escassas, as "capitãs" acabam perdendo o interesse e nem prestam atenção nas últimas escolhas. Aí você vai de um lado para o outro, tentando convencer a capitã de que era a vez dela escolher e como só sobrou você...
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Quarta Capa 3.0
O centésimo post desse blog é uma lista com dicas de leituras para todo os gostos. Aproveitem para comentar o que vocês têm lido de interessante.
. O garoto no convés (John Boyne)
Para não ir preso, um menino aceita embarcar numa viagem rumo ao Taiti. Do mesmo autor de "O menino do pijama listrado, é inspirado numa história real.
. O silêncio das montanhas (Khaled Hosseini)
Nessa obras, o também autor de "O caçador de pipas" conta a história de dois irmãos - Pari e Abdullah- muito próximos que são separados ainda na infância. Outras histórias paralelas se entrelaçam com a principal.
. O menino e o tuim (Rubem Braga com ilustrações de Maurício Veneza)
Em nova edição, conta com delicadeza a paixão que uma criança tem por um bicho de estimação, no caso, um passarinho.
. 200 crônicas escolhidas (Rubem Braga)
Edição especial em comemoração ao centenário de nascimento do escritor. Reúne as melhores crônicas do Velho Braga produzidas entre 1935 e 1977.
. O diário de uma banana- Segurando vela (Jeff Kinney)
Sétimo volume da série, o autor esteve recentemente no Brasil para divulgar o livro. Dessa vez, o dia dos namorados se aproxima e Greg tenta encontrar um par para o baile da escola.
. Snoopy - A felicidade é um cobertor quentinho (Charles M. Schulz)
HQ com ótimo projeto e acabamento gráfico. Com a visita de sua avó se aproximando, Linus é obrigado a largar o seu famoso e inseparável cobertor.
. Jogos memoráveis do Botafogo (Auriel de Almeida)
Coleção que incluí outros time do futebol brasileiro. Na versão do alvinegro carioca, são escolhidas 30 partidas inesquecíveis começando em 1907 até a conquista do Carioca em 2010.
. O livro das datas do futebol (Rodolfo Rodrigues)
Os principais acontecimentos esportivos da história divididos pela data em que aconteceram.
. Futebol, Jornalismo e Ciências Sociais: interações (Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo e Antonio Jorge Gonçalves Soares)
Artigos de diferentes pesquisadores brasileiros que dialogam com uma das paixões dos brasileiros, futebol, e as ciências sociais. Análise etnográfica sobre o comportamento das torcidas em bares e uma análise comparativa entre Pelé e Maradona são alguns dos temas abordados.
. Jornalismo diário (Ana Estela de Sousa Pinto)
Ótimo livro para estudantes de jornalismo, pois traz dicas, exercícios e reflexões sobre a profissão. A autora trabalha há mais de 10 anos no programa de treinamento da Folha de S. Paulo.
. Passo a passo da monografia em Jornalimo (Nemézio Amaral Filho)
De fácil leitura, o autor esclarece como funciona uma monografia em jornalismo, explicando os principais termos desse trabalho científico.
. Manual de redação da CBN (Mariza Tavares)
Um guia para quem quiser entender como funciona "a rádio que toca notícias". Atualizado, traz reflexões até sobre a importância das mídias sociais para o rádio.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Flash
Há dez anos, quase ninguém tinha uma câmera fotográfica. Hoje, quase toda família tem uma, seja no celular ou no tablet e sempre quer registrar "um momento especial".
Início de um show. Início de um grande evento. Flashes e mais flashes por todos os lados. Mas engana-se quem acha que eles foram disparados pela imprensa. Grande parte dos clicks é do próprio público.
Às vezes, nada de significativo está ocorrendo, mas as mãos ansiosas disparam o botão.
De forma instantânea, um registro é colocado nas redes sociais para mostrar que sim, você está ali, para quem quiser ver.
Quando se chega em casa, quase nada é aproveitado. Dezenas de imagens semelhantes, desfocadas e escuras esperam o dia que alguém terá vontade e paciência para organizá-las uma a uma. Enquanto isso não ocorre, ficam por aí.
A preocupação em registrar o momento é tanta que nos desacostumamos a ver com nossos próprios olhos. Só enxergamos pelo visor. E no final das contas, não aproveitamos e nos divertimos durante o espetáculo. Ficamos presos à tela.
terça-feira, 19 de março de 2013
Escondido
Onde você se esconde quando nada dá certo?
No quarto, para ninguém te ver e pensarem que você está se divertindo no computador ou vendo TV.
Nos livros, para se envolver numa nova narrativa e esquecer a realidade.
Atrás dos óculos escuros, para não ser denunciado pelos olhos inchados.
Com uma roupa formal, para ser mais um em meio a uma multidão de terno e gravata.
Nos silêncio das redes sociais, ou ao contrário: falando demais para ninguém perceber.
Debaixo do cobertor, esperando a chegada o novo dia que vai chegar e mudar tudo.
Na caverna de Platão, para não enxergar a luz do sol.
Numa aparente tranquilidade quando seu corpo é ebulição.
No quarto, para ninguém te ver e pensarem que você está se divertindo no computador ou vendo TV.
Nos livros, para se envolver numa nova narrativa e esquecer a realidade.
Atrás dos óculos escuros, para não ser denunciado pelos olhos inchados.
Com uma roupa formal, para ser mais um em meio a uma multidão de terno e gravata.
Nos silêncio das redes sociais, ou ao contrário: falando demais para ninguém perceber.
Debaixo do cobertor, esperando a chegada o novo dia que vai chegar e mudar tudo.
Na caverna de Platão, para não enxergar a luz do sol.
Numa aparente tranquilidade quando seu corpo é ebulição.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Melhores do Kid Abelha
A homenagem de hoje é para uma banda que está completando 30 anos de estrada. Com o lançamento do cd e dvd "Kid Abelha - 30 anos Multishow Ao Vivo", o grupo volta a fazer uma grande turnê por todo o país. Como já fiz com outros artistas, elaborei uma lista com as que considero as dez melhores músicas da banda. É a minha opinião, muita coisa boa ficou de fora (podem cornetar nos comentários). Só selecionei músicas que são de autoria de alguns dos atuais integrantes da banda (Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato). Ou seja, "Na rua, na chuva, na fazenda" não entrou pois é de autoria do Hyldon.
As canções estão em ordem alfabética e não por ordem de importância.
As canções estão em ordem alfabética e não por ordem de importância.
Alice (não me escreva aquela carta de amor)
Amanhã é 23
Como eu quero
Educação sentimental II
Eu só penso em você
Fixação
Lágrimas e chuva
Nada sei (apnéia)
Pintura íntima
Tem amo para sempre
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
"Ídolos"
Na era da tecnologia e das grandes mídias, não é muito difícil algum anônimo se destacar da noite para o dia e virar celebridade. Mais do que isso, uma exposição permanente na mídia pode alçar uma pessoa comum ao status de ídolo.
Um cantor que emplaca uma música de sucesso. Um jogador que dá um drible bonito. Alguns ainda são muitos jovens, mas já têm uma legião de fãs e distribuem autógrafos.
O pequeno garoto que mal sabe o que é a vida já tem seu ídolo, muitas vezes influenciado pelos familiares ou colegas mais velhos.
Nossa sociedade transforma muito rápido pessoas normais em ídolos. E aí moram alguns perigos: o primeiro é que o próprio "ídolo" se considere como tal e se julgue acima de tudo e de todos.
O outro perigo é com a população em geral. Considerar uma pessoa como ídolo muitas vezes implica acreditar que essa pessoa é perfeita e só faz ações voltadas para o bem. O rótulo de ídolo é colado antes de conhecermos a verdadeira história de uma pessoa e sua personalidade.
Com a ajuda da mídia que sempre reforça nas matérias esses pensamentos, milhões de ídolos são fabricados mensalmente. O ídolo do esporte. O ídolo da música. O ídolo dos adolescentes.
Mas aí, de vez em quando, somos surpreendidos com o passado nefasto ou atitudes inesperadas de nossos "ídolos". O multicampeão que faz uso de substâncias ilícitas e arquiteta um grande esquema de corrupção. O exemplo de superação que bate em mulheres e é acusado de matá-la de forma cruel.
Claro que pessoas de mau caráter sempre vão existir. Por isso, recomendo: mais devagar com os rótulos. Pense bem antes de dizer que é seu ídolo e não tenha vergonha alguma se não tiver uma resposta para essa questão.
Um cantor que emplaca uma música de sucesso. Um jogador que dá um drible bonito. Alguns ainda são muitos jovens, mas já têm uma legião de fãs e distribuem autógrafos.
O pequeno garoto que mal sabe o que é a vida já tem seu ídolo, muitas vezes influenciado pelos familiares ou colegas mais velhos.
Nossa sociedade transforma muito rápido pessoas normais em ídolos. E aí moram alguns perigos: o primeiro é que o próprio "ídolo" se considere como tal e se julgue acima de tudo e de todos.
O outro perigo é com a população em geral. Considerar uma pessoa como ídolo muitas vezes implica acreditar que essa pessoa é perfeita e só faz ações voltadas para o bem. O rótulo de ídolo é colado antes de conhecermos a verdadeira história de uma pessoa e sua personalidade.
Com a ajuda da mídia que sempre reforça nas matérias esses pensamentos, milhões de ídolos são fabricados mensalmente. O ídolo do esporte. O ídolo da música. O ídolo dos adolescentes.
Mas aí, de vez em quando, somos surpreendidos com o passado nefasto ou atitudes inesperadas de nossos "ídolos". O multicampeão que faz uso de substâncias ilícitas e arquiteta um grande esquema de corrupção. O exemplo de superação que bate em mulheres e é acusado de matá-la de forma cruel.
Claro que pessoas de mau caráter sempre vão existir. Por isso, recomendo: mais devagar com os rótulos. Pense bem antes de dizer que é seu ídolo e não tenha vergonha alguma se não tiver uma resposta para essa questão.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Quarta Capa 2.0
Com vocês, mais um post com indicação de leituras. Aproveitem o feriado do carnaval para, entre um bloco e outro, dar uma lida.
Fiquem à vontade para sugerirem novas indicações!
. História do Lance! (Maurício Stycer)
Como surgiu o maior diário esportivo do país? Antes de contar os detalhes dessa empreitada, Stycer também traça um panorama da história do jornalismo esportivo.
. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (Clarice Lispector)
A viagem de uma protagonista feminina por seu interior e sua descoberta.
. O anjo pornográfico (Ruy Castro)
A biografia de Nelson Rodrigues não se limita a contar apenas a vida do personagem principal. Todo a família Rodrigues, suas dores e angústias são desvendadas.
. O corpo fala (Pierre Weil e Roland Tompakow)
Um best-seller sobre a linguagem silenciosa dos nosso corpo. Com mais de 350 ilustrações, que tornam a leitura mais dinâmica e fácil.
. Como esta estrela veio parar no meu peito (Rafael Casé)
Livro conta a história dos 70 anos de fusão do Botafogo. A decisão de unificar os dois clubes de mesmo nome se deu após uma tragédia durante um jogo de basquete.
. Mil e uma noites de futebol (Marcelino Rodrigues da Silva)
O livro é resultado de um trabalho acadêmico sobre o discurso do jornalismo esportivo do século XX. Nessa transição, o nome de Mário Filho vai ser um dos pilares.
. O azarão (Markus Zusak)
Antes de se tonar mundialmente conhecido como o autor de "A menina que roubava livros", Zusak escreveu essa trilogia, que só agora é publicada no Brasil
. Peanuts- The art of Charles M. Schulz (Chipp Kidd)
Importado, um item para os fãs de Charlie Brown e sua turma. São mais de 500 tiras reproduzidas e vários materiais do acervo de Schulz.
. O grande livro do jornalismo (editado por Jon E. Lewis)
Algumas das maiores reportagens da história reunidas em um único livro. Entre os jornalistas, George Orwell, Gore Vidal e Jon Krakauer.
. 1984 (George Orwell)
Mesmo tendo sido escrito em 1948, é um dos romances mais atuais que existe sobre privacidade e manipulação. "Big Brother is watching you"
. O jornalista e o assassino (Janet Malcolm)
Um dos crimes mais brutais dos EUA é o tema do livro, que também serve como reflexão para a ética jornalística.
. Irineu Marinho- Imprensa e cidade (Maria Alice Rezende de Carvalho)
Após intensa pesquisa do Memória Globo, a trajetória do fundador do jornal "A noite" é revelada em livro com excelente acabamento editorial.
Fiquem à vontade para sugerirem novas indicações!
Como surgiu o maior diário esportivo do país? Antes de contar os detalhes dessa empreitada, Stycer também traça um panorama da história do jornalismo esportivo.
. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (Clarice Lispector)
A viagem de uma protagonista feminina por seu interior e sua descoberta.
. O anjo pornográfico (Ruy Castro)
A biografia de Nelson Rodrigues não se limita a contar apenas a vida do personagem principal. Todo a família Rodrigues, suas dores e angústias são desvendadas.
. O corpo fala (Pierre Weil e Roland Tompakow)
Um best-seller sobre a linguagem silenciosa dos nosso corpo. Com mais de 350 ilustrações, que tornam a leitura mais dinâmica e fácil.
. Como esta estrela veio parar no meu peito (Rafael Casé)
Livro conta a história dos 70 anos de fusão do Botafogo. A decisão de unificar os dois clubes de mesmo nome se deu após uma tragédia durante um jogo de basquete.
. Mil e uma noites de futebol (Marcelino Rodrigues da Silva)
O livro é resultado de um trabalho acadêmico sobre o discurso do jornalismo esportivo do século XX. Nessa transição, o nome de Mário Filho vai ser um dos pilares.
. O azarão (Markus Zusak)
Antes de se tonar mundialmente conhecido como o autor de "A menina que roubava livros", Zusak escreveu essa trilogia, que só agora é publicada no Brasil
. Peanuts- The art of Charles M. Schulz (Chipp Kidd)
Importado, um item para os fãs de Charlie Brown e sua turma. São mais de 500 tiras reproduzidas e vários materiais do acervo de Schulz.
. O grande livro do jornalismo (editado por Jon E. Lewis)
Algumas das maiores reportagens da história reunidas em um único livro. Entre os jornalistas, George Orwell, Gore Vidal e Jon Krakauer.
. 1984 (George Orwell)
Mesmo tendo sido escrito em 1948, é um dos romances mais atuais que existe sobre privacidade e manipulação. "Big Brother is watching you"
Um dos crimes mais brutais dos EUA é o tema do livro, que também serve como reflexão para a ética jornalística.
. Irineu Marinho- Imprensa e cidade (Maria Alice Rezende de Carvalho)
Após intensa pesquisa do Memória Globo, a trajetória do fundador do jornal "A noite" é revelada em livro com excelente acabamento editorial.
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