quarta-feira, 31 de julho de 2013

Desconectando...



Há 15 anos, poucos eram os brasileiros que tinham acesso à internet em casa. Mais difícil ainda era encontrar uma boa conexão.

Embora a banda larga no Brasil não seja das mais eficientes, hoje temos acesso a grande rede por telefones, tablets e até TVs.

Essa facilidade faz com que estejamos com um olho na vida real e outro na virtual. O mundo inteiro sabe onde você foi, o que comeu e conhece sua família.

A internet também facilita a vida de muitos profissionais. Eu, por exemplo, e acredito que muitos colegas também o façam, entro várias vezes ao dia nos sites dos principais portais do país para saber as notícias. Às vezes, só sabemos dos principais fatos no noticiário da TV no fim do dia ou pelo rádio, mais "velho", porém sempre ágil.

É engraçado essa "agonia" por atualizações. É quase como se mesmo diante do computador, passivos, quiséssemos dar um "furo" na concorrência. Concorrência no caso é essa formada pelos colegas e pela família. Todo mundo quer dar uma notícia fresquinha para os amigos.

Mas e quando temos que nos desconectar por alguma razão em um período de tempo maior?

Vivi essa experiência recente ainda que por pouco tempo. Confesso que sobrevivi. Tranquilamente. Claro que é bom saber o que acontece no mundo. Mas também não é ruim se desconectar por um tempo. Quando o tempo é bem aproveitado fora da rede nem se sente tanto.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Para onde ir?

Quatro ou cinco pessoas enfileiradas uma do lado da outra.
- Ana.
- Fernanda.
- Duda.
- Bruna.

Não demora muito para que cada "capitã" já esteja com uma fila atrás dela.
Os primeiros a serem escolhidos são sempre os mesmos. Geralmente, a preferência é por alguma pessoa que se destaque naquele esporte. Depois, os amigos, que nem sempre são tão bons assim, são chamados. Uma garantia de uma boa conversa no intervalo, pelo menos.

O chão da quadra vai se esvaziando e no final só faltam você e duas pessoas. A gente até tenta fingir que não se importa, olha para o lado a cada escolha e esboça uma risada.

"Afinal, na hora de escolher, alguém sempre tem que ficar por último". Mas, afinal, precisava ser sempre você?


Nem sempre o último a ser escolhido é o pior naquele esporte. Pelo contrário. Às vezes, um padrinho forte é o suficiente para garantir uma boa equipe.

Sobrar é ruim. Mas pior ainda é não ser notado. Quando as opções começam a ficar escassas, as "capitãs" acabam perdendo o interesse e nem prestam atenção nas últimas escolhas. Aí você vai de um lado para o outro, tentando convencer a capitã de que era a vez dela escolher e como só sobrou você...


terça-feira, 18 de junho de 2013

Quarta Capa 3.0

O centésimo post desse blog é uma lista com dicas de leituras para todo os gostos. Aproveitem para comentar o que vocês têm lido de interessante. 



. O garoto no convés (John Boyne)
Para não ir preso, um menino aceita embarcar numa viagem rumo ao Taiti. Do mesmo autor de "O menino do pijama listrado, é inspirado numa história real.

. O silêncio das montanhas (Khaled Hosseini)
Nessa obras, o também autor de "O caçador de pipas" conta a história de dois irmãos - Pari e Abdullah- muito próximos que são separados ainda na infância. Outras histórias paralelas se entrelaçam com a principal.

. O menino e o tuim (Rubem Braga com ilustrações de Maurício Veneza)
Em nova edição, conta com delicadeza a paixão que uma criança tem por um bicho de estimação, no caso, um passarinho.


. 200 crônicas escolhidas (Rubem Braga)
Edição especial em comemoração ao centenário de nascimento do escritor. Reúne as melhores crônicas do Velho Braga produzidas entre 1935 e 1977.

. O diário de uma banana- Segurando vela (Jeff Kinney)
Sétimo volume da série, o autor esteve recentemente no Brasil para divulgar o livro. Dessa vez, o dia dos namorados se aproxima e Greg tenta encontrar um par para o baile da escola.

. Snoopy - A felicidade é um cobertor quentinho (Charles M. Schulz)
HQ com ótimo projeto e acabamento gráfico. Com a visita de sua avó se aproximando, Linus é obrigado a largar o seu famoso e inseparável cobertor.


. Jogos memoráveis do Botafogo (Auriel de Almeida)
Coleção que incluí outros time do futebol brasileiro. Na versão do alvinegro carioca, são escolhidas 30 partidas inesquecíveis começando em 1907 até a conquista do Carioca em 2010.

. O livro das datas do futebol (Rodolfo Rodrigues)
Os principais acontecimentos esportivos da história divididos pela data em que aconteceram.

. Futebol, Jornalismo e Ciências Sociais: interações (Ronaldo Helal, Hugo Lovisolo e Antonio Jorge Gonçalves Soares)
Artigos de diferentes pesquisadores brasileiros que dialogam com uma das paixões dos brasileiros, futebol, e   as ciências sociais. Análise etnográfica sobre o comportamento das torcidas em bares e uma análise comparativa entre Pelé e Maradona são alguns dos temas abordados.


. Jornalismo diário (Ana Estela de Sousa Pinto)
Ótimo livro para estudantes de jornalismo, pois traz dicas, exercícios e reflexões sobre a profissão. A autora trabalha há mais de 10 anos no programa de treinamento da Folha de S. Paulo.

. Passo a passo da monografia em Jornalimo (Nemézio Amaral Filho)
De fácil leitura, o autor esclarece como funciona uma monografia em jornalismo, explicando os principais termos desse trabalho científico.

. Manual de redação da CBN (Mariza Tavares)
Um guia para quem quiser entender como funciona "a rádio que toca notícias". Atualizado, traz reflexões até sobre a importância das mídias sociais para o rádio.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Flash


Há dez anos, quase ninguém tinha uma câmera fotográfica. Hoje, quase toda família tem uma, seja no celular ou no tablet e sempre quer registrar "um momento especial".

Início de um show. Início de um grande evento. Flashes e mais flashes por todos os lados. Mas engana-se quem acha que eles foram disparados pela imprensa. Grande parte dos clicks é do próprio público.

Às vezes, nada de significativo está ocorrendo, mas as mãos ansiosas disparam o botão.

De forma instantânea, um registro é colocado nas redes sociais para mostrar que sim, você está ali, para quem quiser ver.

Quando se chega em casa, quase nada é aproveitado. Dezenas de imagens semelhantes, desfocadas e escuras esperam o dia que alguém terá vontade e paciência para organizá-las uma a uma. Enquanto isso não ocorre, ficam por aí.

A preocupação em registrar o momento é tanta que nos desacostumamos a ver com nossos próprios olhos. Só enxergamos pelo visor. E no final das contas, não aproveitamos e nos divertimos durante o espetáculo. Ficamos presos à tela.


terça-feira, 19 de março de 2013

Escondido

Onde você se esconde quando nada dá certo?



No quarto, para ninguém te ver e pensarem que você está se divertindo no computador ou vendo TV.
Nos livros, para se envolver numa nova narrativa e esquecer a realidade.
Atrás dos óculos escuros, para não ser denunciado pelos olhos inchados.
Com uma roupa formal, para ser mais um em meio a uma multidão de terno e gravata.
Nos silêncio das redes sociais, ou ao contrário: falando demais para ninguém perceber.
Debaixo do cobertor, esperando a chegada o novo dia que vai chegar e mudar tudo.
Na caverna de Platão, para não enxergar a luz do sol.
Numa aparente tranquilidade quando seu corpo é ebulição.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Melhores do Kid Abelha

A homenagem de hoje é para uma banda que está completando 30 anos de estrada. Com o lançamento do cd e dvd "Kid Abelha - 30 anos Multishow Ao Vivo", o grupo volta a fazer uma grande turnê por todo o país. Como já fiz com outros artistas, elaborei uma lista com as que considero as dez melhores músicas da banda. É a minha opinião, muita coisa boa ficou de fora (podem cornetar nos comentários). Só selecionei músicas que são de autoria de alguns dos atuais integrantes da banda (Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato). Ou seja, "Na rua, na chuva, na fazenda" não entrou pois é de autoria do Hyldon.

 As canções estão em ordem alfabética e não por ordem de importância.

Alice (não me escreva aquela carta de amor)



Amanhã é 23


Como eu quero


Educação sentimental II


Eu só penso em você


Fixação


Lágrimas e chuva


Nada sei (apnéia)


Pintura íntima



Tem amo para sempre


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

"Ídolos"

Na era da tecnologia e das grandes mídias, não é muito difícil algum anônimo se destacar da noite para o dia e virar celebridade. Mais do que isso, uma exposição permanente na mídia pode alçar uma pessoa comum ao status de ídolo.

Um cantor que emplaca uma música de sucesso. Um jogador que dá um drible bonito. Alguns ainda são muitos jovens, mas já têm uma legião de fãs e distribuem autógrafos.

O pequeno garoto que mal sabe o que é a vida já tem seu ídolo, muitas vezes influenciado pelos familiares ou colegas mais velhos.

Nossa sociedade transforma muito rápido pessoas normais em ídolos. E aí moram alguns perigos: o primeiro é que o próprio "ídolo" se considere como tal e se julgue acima de tudo e de todos.

O outro perigo é com a população em geral. Considerar uma pessoa como ídolo muitas vezes implica acreditar que essa pessoa é perfeita e só faz ações voltadas para o bem. O rótulo de ídolo é colado antes de conhecermos a verdadeira história de uma pessoa e sua personalidade.

Com a ajuda da mídia que sempre reforça nas matérias esses pensamentos, milhões de ídolos são fabricados mensalmente. O ídolo do esporte. O ídolo da música. O ídolo dos adolescentes.

Mas aí, de vez em quando, somos surpreendidos com o passado nefasto ou atitudes inesperadas de nossos "ídolos". O multicampeão que faz uso de substâncias ilícitas e arquiteta um grande esquema de corrupção. O exemplo de superação que bate em mulheres e é acusado de matá-la de forma cruel.

Claro que pessoas de mau caráter sempre vão existir. Por isso, recomendo: mais devagar com os rótulos. Pense bem antes de dizer que é seu ídolo e não tenha vergonha alguma se não tiver uma resposta para essa questão.